Música - Apresentações

Samba de PrimeiraFoto: Divulgação 24 de Fevereiro de 2010
Samba de Primeira

 

O Grande Salão do Espaço da Caixa Cultural, em São Paulo, será o novo palco para uma curtíssima temporada do show Samba de Roque, da cantora e performer Clécia Queiroz, que acontece nos dias 26 e 27 de fevereiro (sexta e sábado), às 19h, e 28, às 18h. O espetáculo ­- concebido a partir do CD de mesmo nome gravado no final de 2009 - presenteia o público paulistano com uma apresentação plástica, poética e dinâmica, onde o samba da Bahia se mistura elegantemente a ritmos oriundos da tradição do candomblé e a outros gêneros musicais como o lundu, o maxixe e o semba angolano.
 
O título que dá nome ao CD e ao show parece jogo de palavras: Samba de Roque, Samba de Roda, Rock.... Só que não é bem assim. Roque é Roque Ferreira, compositor estudioso e defensor da genuína cultura dessa terra, que tem mais de 400 músicas gravadas por artistas como Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Martin’ália dentre outros. Para o disco, Roque presenteou Clécia com dez canções inéditas e uma já gravada anteriormente por um grupo carioca, todas elas com letras que trazem poesia e lirismo inspiradas na cultura popular. O vocabulário da tradição afro-baiana, de situações cotidianas, despertam a curiosidade e o interesse do ouvinte. Roque adapta a sonoridade dos seus versos para que sejam cantados em samba. Ele consegue revelar, nas suas letras, traços da tradição banto e yorubá, que foram incorporados por gerações. Os arranjos, assinados em sua maioria por Dudu Reis, Edú Nascimento e pela própria Clécia, misturam o samba a ritmos oriundos da tradição afro-brasileira e a outros gêneros como o maxixe e o semba angolano.
 
Mais que uma ousadia rítmica, o CD Samba de Roque, apresentado no show por Clécia Queiroz, é uma chamada às nossas raízes em estilo 100% baiano. Incansável no seu desejo de não se deixar vencer por modismos, a cantora vem estudando, pesquisando e catalogando os ritmos genuinamente nascidos na Bahia, movida pela vontade firme de assegurar que não serão definitivamente soterrados e esquecidos. Ela  busca a cadência da chula e do samba-de-roda, mistura com ritmos da tradição afro-brasileira do candomblé e investe na riqueza dessas formas de cantar e dançar, para construir uma arte que traz a alegria e o entusiasmo das rodas de samba mais espontâneas.
 
O resultado aparece não como um produto acadêmico decorrente da pesquisa que desenvolve, mas como um registro gostoso da brincadeira de roda da Bahia, que é também um samba preciso e matemático, bem composto e quente, limpo e pronto para ser tocado nas festas. Clécia mostra voz segura e doce, de quem canta muito, e sem apelar para clichês. Com os pés no chão, enfeitados com miçangas, ela pisa firme para mostrar sua arte despretenciosa, simples e sofisticada.
 
O show a ser apresentado, entretanto, não se resume às canções de Roque Ferreira. Clécia faz homenagem a três outros compositores baianos: Riachão, Walmir Lima e Dorival Caymmi. Ela se vale da sua experiência teatral (já foi premiada como atriz com o Troféu Bahia Aplaude – atual Braskem – e indicada 4 vezes a prêmios) para criar verdadeiras performances teatrais inspiradas em personagens típicas do cenário baiano. Clécia veste o que os seus olhos vêem nas ruas e enche o palco de uma Bahia ora suave, elegante, singela sofisticada e sensual, ora brincalhona, marota e malandra.
 
A cantora será  acompanhada por Edú Nascimento (violão) e Eduardo Reis (cavaquinho), que juntos assinam a direção musical, além de Keko Villarroel (baixo) Raul Gonzalez (saxofone e clarinete) e os percussionistas Ricardo Carvalho, Jaime Nascimento e Cachoeira. Além da banda, as  dançarinas Edeise Gomes e Laís Rocha  dão brilho ao espetáculo, que como o samba de roda tradicional traz em conjunto a dança, música, ritmo, texto e busca envolver a platéia como numa verdadeira roda de samba.
 
  • SERVIÇO:
  • SHOW: Clécia Queiroz Samba de Roque
  • ONDE: Espaço Caixa Cultural - Praça da Sé, 111. Centro - São Paulo
  • QUANDO: 26 e 27, às 19h e e 28/02/10, às 18h.
  • QUANTO: Gratuito (os ingressos poderão ser retirados na bilheteria com uma hora de antecedência). 
  • CONTATOS E INFORMAÇÕES:
Produção Clécia Queiroz – Janaina Costa
 

 

SOBRE CLÉCIA QUEIROZ
Clécia Queiroz é cantora, compositora, mestre em Performance Arte pela Howard University – Estados Unidos, dançarina formada pela Universidade Federal da Bahia e atriz premiada, com alguns dos mais importantes troféus da sua terra. Entre seus mestres, teve as professoras de canto Nancy Miranda e Graça Reis e os diretores teatrais Bia Lessa, Cacá Carvalho, Fernando Guerreiro, Márcio Meirelles e os internacionais Maria João Serrão (Portugal), Harald Weiss (Alemanha), Steven Wasson (Eua), Corine Soum (França), Grade Tate (EUA). Seu primeiro show, intitulado Blue Moon realizado em 1994, rendeu-lhe quatro indicações para o Troféu Caymmi. A partir daí, sua carreira seguiu em ritmos sempre ascendentes e culminou com o disco Chegar à Bahia, lançado em 1997, através do Prêmio Copene de Cultura e Arte, com show homônimo no Teatro Castro Alves - Salvador.
 
Em Salvador, fez shows em vários teatros e importantes projetos em Salvador como o Petrobrás de Música, Sua Nota é um Show, dividindo o palco com Leila Pinheiro, Música no Parque e Projeto da Palavra, de Jorge Portugal, como anfitriã, trazendo como convidados Jorge Mautner, Virgínia Rodrigues e Márcio Melo, Lazzo e Capinam e Espicha Verão (2008 e 2009). Clécia tem trilhado um caminho por importantes espaços de cidades brasileiras, a exemplo do Teatro Crowne Plaza, Sesc Pompéia e Ipiranga em São Paulo, com boa repercussão de público e da crítica especializada. Vem desenvolvendo também uma carreira internacional, tendo participado de importantes mercados culturais na Alemanha, Espanha e Estados Unidos.
 
Entre 2003/2004, Clécia criou e desenvolveu, com sucesso em Salvador, o Projeto Casa do Samba, realizando a cada sexta-feira um show de samba, antecedido por uma roda de choro formada por diversos grupos de choro de Salvador. No show houve sempre a presença de convidados, artistas que fizeram e fazem a história do samba e da MPB na Bahia, como Edil Pacheco, Walmir Lima, Roberto Mendes, Gerônimo, Lazzo, Paulinho Boca de Cantor, Raymundo Sodré, Tonho Matéria, Ilê Ayê, Carla Visi dentre outros.
 
Depois de estudar por dois anos na Howard University em Washington D.C., realizar concertos, performances, gravação de trilha sonora para peças de teatro, vários shows de seresta e MPB promovidos pela Embaixada Brasileira, Clécia Queiroz retornou à Salvador com mestrado em Performance Art. Na Howard foi apelidada carinhosamente de Bilie Holiday brasileira pelo seu professor de Jazz Vocal Master Class, Mr. Grade Tate – legendário percussionista e vocalista que tocou para Ella Fitzgerald, Sarah Vaughn, Aretha Franklin, Lena Horn, Quincy Jones, Tony Bennett, Stan Getz, dentre outros. Coerente com a sua trajetória e pesquisadora das expressões artísticas, Clécia Queiroz retornou ao seu trabalho com o samba, com o show Samba de Todos Nós, que ficou 04 meses em cartaz, inicialmente no restaurante musical Tom do Sabor e em seguida no Jequitibar Café (Varanda do Teatro Sesi Rio Vermelho), ficando 04 meses em cartaz. Clécia prepara-se agora para o lançamento do seu novo CD Samba de Roque.
          

PREMIAÇÕES RECEBIDAS E CLIPPING SOBRE A CANTORA

 
Bolsa de Mestrado nos Estados Unidos  - Concurso Nacional Programa Bolsa da Ford Foundation – 2003
Mensão Honrosa da Howard University – Uma dos cinco exemplos do curso de Pós Graduação de 2006
Prêmio Copene de Cultura e Arte - Categoria Música - 2º. Semestre 1996
Troféu Caymmi Ano IX - indicação como melhor intérprete - Show Blue Moon.
Troféu Bahia Aplaude - premiação como melhor atriz - Espetáculo de Imagens Musicais Ade Até.
Troféu Bahia Aplaude - indicação como melhor atriz - 1º. Semestre de 1997 - Espetáculo Musical Abismo de Rosas.
CD - Conspiração Baiana (Various Artists) - Tropical Music Records inc. publici.
CD - Chegar à Bahia- 1º. CD solo
 
 
ALGUMAS CRÍTICAS:
 
Cláudia Lessa – Jornal A Tarde – 24/08/2009
Clécia Queiroz canta sorrindo. A voz sai despretensisamente solta e doce, no compasso contagiante do samba. E é no sotaque particular do samba de roda que a intérprete baiana lança seu terceiro disco.(...) Samba de Roque é um convite ao samba no pé.
 
Álvaro Machado - Guia da Folha de São Paulo - 07/04/2000
Timbre aveludado, que se detém na MPB mais nobre, sem sombra de axé music ou congêneres. Se é indispensável uma referência no panorama atual, essa voz lembra, num primeiro momento, a de Zizi Possi. Mas é uma questão de tempo afinar os ouvidos para reconhecer o colorido da própria Clécia Queiroz. O roteiro do show recheado de canções eternas. Sobretudo, é bom ficar atento a uma emocionada interpretação de Diplomacia, pérola do inesquecível Batatinha.
 
Vilmar Ledesma - Diário Popular - São Paulo - 10/04/2000.
Voz doce e afinada, a cantora baiana estréia com força. Nada de axé, que Clécia é antenada e navega em outras e mais tranqüilas sonoridades. Sempre com o som afro bem destacado. Ela faz aquela música mais requintada que as rádios adoram não tocar, sambas de rodas, romantismo sem lugares-comuns e outras levadas em 14 faixas bem concisas, duas dela mesma. O repertório é de primeira e a cantora sabe o que quer.
 
Mauro Dias - O Estado de São Paulo - 06/04/2000
Ênfase na percussão orgânica, na sonoridade delicada, no baixo quase sempre em primeiro plano entre os instrumentos. Na voz, um tanto de blue notes, mas nada a ver com o anasalado irritante das cantoras de axé.
 
Luís Antônio Giron - Gazeta Mercantil - São Paulo/SP - 15/10/99
Uma cantora de virtudes com voz muito agradável e interpretação mais profunda que muita cantora consagrada.
 
Iza Calbo - Jornal A Tarde - Salvador/Ba - 19/08/97
Chegar à Bahia é mais que chegar, é voltar à Bahia que canta sem barulho, que ama os trios elétricos no carnaval, mas que sabe o significado de melodia e harmonia o resto do ano.

Fonte: Produtora Janaina Costa - 71 88329352

 






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