Clécia Queiroz é cantora, compositora, mestre em Performance Arte pela Howard University – Estados Unidos, dançarina formada pela Universidade Federal da Bahia e atriz premiada, com alguns dos mais importantes troféus da sua terra. Entre seus mestres, teve as professoras de canto Nancy Miranda e Graça Reis e os diretores teatrais Bia Lessa, Cacá Carvalho, Fernando Guerreiro, Márcio Meirelles e os internacionais Maria João Serrão (Portugal), Harald Weiss (Alemanha), Steven Wasson (Eua), Corine Soum (França), Grade Tate (EUA). Seu primeiro show, intitulado Blue Moon realizado em 1994, rendeu-lhe quatro indicações para o Troféu Caymmi. A partir daí, sua carreira seguiu em ritmos sempre ascendentes e culminou com o disco Chegar à Bahia, lançado em 1997, através do Prêmio Copene de Cultura e Arte, com show homônimo no Teatro Castro Alves - Salvador.
Em Salvador, fez shows em vários teatros e importantes projetos em Salvador como o Petrobrás de Música, Sua Nota é um Show, dividindo o palco com Leila Pinheiro, Música no Parque e Projeto da Palavra, de Jorge Portugal, como anfitriã, trazendo como convidados Jorge Mautner, Virgínia Rodrigues e Márcio Melo, Lazzo e Capinam e Espicha Verão (2008 e 2009). Clécia tem trilhado um caminho por importantes espaços de cidades brasileiras, a exemplo do Teatro Crowne Plaza, Sesc Pompéia e Ipiranga em São Paulo, com boa repercussão de público e da crítica especializada. Vem desenvolvendo também uma carreira internacional, tendo participado de importantes mercados culturais na Alemanha, Espanha e Estados Unidos.
Entre 2003/2004, Clécia criou e desenvolveu, com sucesso em Salvador, o Projeto Casa do Samba, realizando a cada sexta-feira um show de samba, antecedido por uma roda de choro formada por diversos grupos de choro de Salvador. No show houve sempre a presença de convidados, artistas que fizeram e fazem a história do samba e da MPB na Bahia, como Edil Pacheco, Walmir Lima, Roberto Mendes, Gerônimo, Lazzo, Paulinho Boca de Cantor, Raymundo Sodré, Tonho Matéria, Ilê Ayê, Carla Visi dentre outros.
Depois de estudar por dois anos na Howard University em Washington D.C., realizar concertos, performances, gravação de trilha sonora para peças de teatro, vários shows de seresta e MPB promovidos pela Embaixada Brasileira, Clécia Queiroz retornou à Salvador com mestrado em Performance Art. Na Howard foi apelidada carinhosamente de Bilie Holiday brasileira pelo seu professor de Jazz Vocal Master Class, Mr. Grade Tate – legendário percussionista e vocalista que tocou para Ella Fitzgerald, Sarah Vaughn, Aretha Franklin, Lena Horn, Quincy Jones, Tony Bennett, Stan Getz, dentre outros. Coerente com a sua trajetória e pesquisadora das expressões artísticas, Clécia Queiroz retornou ao seu trabalho com o samba, com o show Samba de Todos Nós, que ficou 04 meses em cartaz, inicialmente no restaurante musical Tom do Sabor e em seguida no Jequitibar Café (Varanda do Teatro Sesi Rio Vermelho), ficando 04 meses em cartaz. Clécia prepara-se agora para o lançamento do seu novo CD Samba de Roque.
PREMIAÇÕES RECEBIDAS E CLIPPING SOBRE A CANTORA
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- Bolsa de Mestrado nos Estados Unidos - Concurso Nacional Programa Bolsa da Ford Foundation – 2003
- Mensão Honrosa da Howard University – Uma dos cinco exemplos do curso de Pós Graduação de 2006
- Prêmio Copene de Cultura e Arte - Categoria Música - 2º. Semestre 1996
- Troféu Caymmi Ano IX - indicação como melhor intérprete - Show Blue Moon.
- Troféu Bahia Aplaude - premiação como melhor atriz - Espetáculo de Imagens Musicais Ade Até.
- Troféu Bahia Aplaude - indicação como melhor atriz - 1º. Semestre de 1997 - Espetáculo Musical Abismo de Rosas.
- CD - Conspiração Baiana (Various Artists) - Tropical Music Records inc. publici.
- CD - Chegar à Bahia- 1º. CD solo
ALGUMAS CRÍTICAS:
Cláudia Lessa – Jornal A Tarde – 24/08/2009
Clécia Queiroz canta sorrindo. A voz sai despretensisamente solta e doce, no compasso contagiante do samba. E é no sotaque particular do samba de roda que a intérprete baiana lança seu terceiro disco.(...) Samba de Roque é um convite ao samba no pé.
Álvaro Machado - Guia da Folha de São Paulo - 07/04/2000
Timbre aveludado, que se detém na MPB mais nobre, sem sombra de axé music ou congêneres. Se é indispensável uma referência no panorama atual, essa voz lembra, num primeiro momento, a de Zizi Possi. Mas é uma questão de tempo afinar os ouvidos para reconhecer o colorido da própria Clécia Queiroz. O roteiro do show recheado de canções eternas. Sobretudo, é bom ficar atento a uma emocionada interpretação de Diplomacia, pérola do inesquecível Batatinha.
Vilmar Ledesma - Diário Popular - São Paulo - 10/04/2000.
Voz doce e afinada, a cantora baiana estréia com força. Nada de axé, que Clécia é antenada e navega em outras e mais tranqüilas sonoridades. Sempre com o som afro bem destacado. Ela faz aquela música mais requintada que as rádios adoram não tocar, sambas de rodas, romantismo sem lugares-comuns e outras levadas em 14 faixas bem concisas, duas dela mesma. O repertório é de primeira e a cantora sabe o que quer.
Mauro Dias - O Estado de São Paulo - 06/04/2000
Ênfase na percussão orgânica, na sonoridade delicada, no baixo quase sempre em primeiro plano entre os instrumentos. Na voz, um tanto de blue notes, mas nada a ver com o anasalado irritante das cantoras de axé.
Luís Antônio Giron - Gazeta Mercantil - São Paulo/SP - 15/10/99
Uma cantora de virtudes com voz muito agradável e interpretação mais profunda que muita cantora consagrada.
Iza Calbo - Jornal A Tarde - Salvador/Ba - 19/08/97
Chegar à Bahia é mais que chegar, é voltar à Bahia que canta sem barulho, que ama os trios elétricos no carnaval, mas que sabe o significado de melodia e harmonia o resto do ano.